Desde
o Século V até ao início da invasão árabe em 711, o Algarve era povoado
pelos Visigodos. Quando os Árabes conquistaram Lagos em 716, chamava-se
Zawaia. Faro, a que os cristãos tinham dado o nome Santa Maria, foi
rebaptizado Faraon, que significa “Povoação de Cavaleiros”.
Devido à ocupação árabe da maior parte da Ibéria, a região foi chamada
"Al-Gharb" que significa “o país do Oeste”. A ocupação árabe terminou no
Século XII e desde então tem sido o Algarve. Foi só no Século XIII que
os Portugueses conseguiram reconquistar completamente a região aos
Árabes.
A Era dos Descobrimentos Portugueses
Mais tarde, no início do
Século XV, o início da expansão marítima portuguesa dá novo vigor às
terras e gentes algarvias. Lagos e Sagres ficam para sempre ligadas ao
Infante D.Henrique e aos Descobrimentos. Ainda hoje, na Ponta de Sagres,
um gigantesco dedo de pedra aponta para o oceano Atlântico numa clara
alusão à coragem dos navegadores algarvios, como Gil Eanes, que se
faziam ao mar à procura de novos mundos para dar ao mundo.
Idade Moderna
Do Século XVIII - aos dias de hoje
O Algarve era uma região
semi-autónoma com governador entre 1595 e 1808, com um sistema de
taxação separado até ao final do Século XVIII. Durante esta época, para
reflectir o estatuto único do Algarve, os monarcas portugueses eram
conhecidos como “o Rei de Portugal e do Algarve”. Em 1807, quando Junot
liderava a primeira invasão napoleónica no norte de Portugal, o Algarve
estava sob a ocupação das tropas espanholas de Manuel Godoy. O Algarve
tornou-se a primeira região de Portugal a libertar-se da ocupação
espanhola, na rebelião olhanense em 1808.
Em 1755 um terrível terramoto destruiu uma grande parte do Algarve,
deixando apenas ruínas da maioria dos edifícios históricos. Na
reconstrução das cidades principais, o centro administrativo mudou-se de
Lagos para Faro.
A economia algarvia teve sempre uma forte ligação ao mar e a pesca foi
desde sempre uma actividade importante. Foi só desde 1960, com o
desenvolvimento do turismo, que este tornou-se a sua actividade
económica mais importante.
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